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Aconteceu na História: Morre compositor Pietro Mascagni

August 2, 2016

Pietro Mascagni, um dos compositores de ópera mais importantes na virada do século XX, morreu em Roma em 2 de agosto de 1945, após uma velhice que empanou a imagem que legara à posteridade. Septuagenário, tornou-se próximo de Benito Mussolini, que o nomeia por decreto, em 1929, membro da Academia da Itália. Mascagni passou a ser declaradamente fascista e  aceitou ser o músico oficial do Partido Fascista.


Ele nasceu em Livorno em 1863. Seu pai, padeiro, queria que estudasse direito, porém Pietro, seguindo sua vocação, iria estudar música no Conservatório de Milão tendo Amilcare Ponchielli como professor e Giacomo Puccini como colega.

Abandona os estudos e se torna diretor de uma pequena trupe de opereta. Instala-se numa pequena cidade, Cerignola, lecionando música e regendo uma pequena orquestra local.

O jovem compositor vive em relativa pobreza até sua vitória no Concurso Sonzogno com sua ópera mais célebre, Cavalleria Rusticana (1889), apoiada numa história do romancista Giovanni Verga. A canção, que se traduz por cavalheirismo camponês, de aldeia, é um melodrama em um ato com libreto em italiano de Giovanni Tozzetti e Guido Menasci. Considerada uma das óperas clássicas do verismo, teve sua estreia no Teatro Constanzi, Roma, em 17 de maio de 1890.

O sucesso foi impressionante. Em menos de um ano, Mascagni era uma celebridade no mundo todo. Até Mahler se mostrou entusiasmado, quando, por exemplo, riu sarcasticamente de uma representação de "La Bohème", de Puccini. O fato ilustra que, em sua juventude, Mascagni era tanto ou mais admirado que Puccini.

 

Foi a primeira manifestação do verismo musical. Seguiram-se outras óperas, entre elas as mais célebres foram:  L'amico Fritz (1891) e Iris (1898), considerada sua melhor ópera, ainda encenada na Itália.


Mascagni teve uma brilhante carreira de maestro. Foi quem pronunciou o elogio fúnebre de seu amigo Puccini quando morre prematuramente em 1924.

O êxito formidável de Cavalleria Rusticana eclipsou a maior parte de seus trabalhos posteriores. No entanto escreveu 15 óperas, uma opereta, diversas magníficas obras orquestrais e vocais bem como canções e música para piano. A visão que Mascagni tinha da ópera era bastante distinta daquela de seu amigo Puccini, o que pode ter sido um dos fatores que levou os críticos a subestimar o valor de sua música depois de sua morte.

 

 

A Cavalleria Rusticana, por sua curta duração – 1 hora e 15 minutos –, desde 1893, é amiúde representada em programa duplo de duas horas e meia com ‘‘I Pagliacci’’ de Ruggero Leoncavallo. É ainda a única ópera de Mascagni a ser executada ainda hoje em todos os cantos do mundo. L'amico Fritz e Iris são ainda representandas de tempos em tempos na Itália e seu valor é igual ou até superior ao da Cavalleria Rusticana. O refinamento orquestral nelas está nitidamente presente, contrastando com a ideia difundida de que a orquestração de Mascagni seria sumária. As harmonias cromáticas de sua ópera demonstram de resto que o compositor não estava alheio às inovações de sua época.


Mascagni fez prova de grande ecletismo quanto a escolha dos temas, deixando o verismo, por exemplo, para temas mais românticos – "Isabeau", "Parisina". O próprio compositor rebateu os críticos que o etiquetaram muito apressadamente como romântico tardio. Mascagni, pioneiro do verismo, declararia a propósito de Cavalleria Rusticana : "Fui coroado antes de ser rei!".

Cavalleria Rusticana continua sendo uma das óperas mais populares. Nas estatísticas da publicação Operabase aparece em 27º lugar entre as 100 óperas mais representadas entre 2005 e 2010, sendo a 16ª em italiano. E há trechos que soem ser interpretados por separado em concertos, como os coros e o ‘intermezzo’ orquestral. A popularidade dessa obra, de grande emotividade, se viu enormemente reforçada pela inclusão de um trecho no filme "O Poderoso Chefão Parte III". A composição é também tema central da película de Martin Scorcese, Touro Selvagem.

 

Artigo retirado do site Opera Mundi

 

 

 

 

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