• Marco Silva

O Canto: na história

Atualizado: Jun 19

O canto nas sua várias formas de interpretação e expressão nos fascina, sendo nos ritmos , em estilos diferentes.

Por isso deixo aqui um resumo, onde tudo nasceu e um pouco de sua história.


Canto na história


O canto na história Canto; cantare (latim) = cantar, representar, recitar, orar, celebrar, encantar celebrar encantar, praticar rituais mágicos IDADE MÉDIA (300-1450) Música Sacra – Canto gregoriano Influência da música do antigo oriente e grega na música da Igreja cristã. Monodia (1 melodia sem acompanhamentos). Música vocal funcional. Estabelecimento da SCHOLA CANTORUM, no séc. IV, para treinamento de meninos e adultos, na qualidade de músicos eclesiásticos.


Somente vozes masculinas. Execução direta (sem alternância); responsorial (solista X coro); antifonal (coro X coro) Silábica (para o celebrante e a congregação), neumática (para o coro em uníssono), melismática (para o solista) uníssono) Melodia com ritmo livre, seguindo o ritmo das palavras, canto salmodiado. Extensão pequena. Região central da voz. pequena voz Pequenos intervalos Linhas melódicas longas e fluentes Proibido o uso de instrumentos para acompanhamento. Texto em latim Voz lisa, canto suave. Sem variação de dinâmicas. Sem passar qualquer sentimento. Dificuldades no estudo da música medieval devido à não existência de notação musical. Somente à partir do séc. IX surgem exemplos de notação musical (Guido D’Arezzo). A notação rítmica, somente nos sécs. XII a XIII.


Música secular ou profana Canções em latim Músicos (mulheres e homens) profissionais, que viajavam em pequenos grupos ou sozinhos, se apresentando. (Menestréis) Poetas cantores dos sécs. XI, XII e, XIII na França e Alemanha Canções danças acompanhadas ou não por instrumentos (geralmente os instrumentos tocavam em uníssono com a voz ou faziam outra linha) Textos na língua vernácula.


Música secular ou profana Canções em latim Músicos (mulheres e homens) profissionais, que viajavam em pequenos grupos ou sozinhos, se apresentando. (Menestréis) Poetas cantores dos sécs. XI, XII e, XIII na França e Alemanha Canções danças acompanhadas ou não por instrumentos (geralmente os instrumentos tocavam em uníssono com a voz ou faziam outra linha) Textos na língua vernácula os instrumentos eram utilizados como acompanhadores das vozes, ou em danças instrumentais. A música medieval era basicamente vocal, monofônica ou polifônica. i os instrumentos utilizados como acompanhadores eram geralmente os de p pouco som como os de corda com arco (cordas de tripa) ou trastes, as flautas e harpa. As mulheres participavam de performances seculares, mas tinham o f l ti h status de cortesãs (era oficialmente proibido pela Igreja) Polifonia – Ars Antiqua - Séc. IX a XIII Inicia-se a subdivisão das vozes à partir do séc. IX Organum livre Organum melismático Divisão em duas vozes: voz organal(a voz acrescentada) e voz principal ( voz superior que sustenta o cantochão) Séc. XII – a voz principal, fica abaixo e passa a sustentar notas longas. Tenor (do latim tenere): A voz que sustenta o cantochão ou cantus firmus. As vozes se cruzam e a extensão é bem limitada (praticamente a mesma para cada voz). quadruplum triplum Vozes superiores ao tenor chamadas de duplum, triplum duplum e quadruplum duplum Música vocal tenor Organum quadruplum Perotin Modos rítmicos Música secular – Motetos (do francês Mot = Palavra) onde à voz superior, ou duplum (agora motetus), se aplicava um texto em outra língua ou apenas diferente do tenor. Triplum do moteto com ritmos mais subdivididos que o duplum (caráter de voz solista)


Polifonia – Ars Nova – Séc. XIV e XV Evolução da polifonia (várias vozes) Liderança musical na França e na Itália Música sacra – ordinário da missa em estilo polifônico (Machaut) Música secular – baladas e canções, motetos, madrigais Ritmos mais livres Polifonia mais fluente Aumento da extensão das vozes (ainda não tão significativo). significativo) Meninos e adultos falsetistas fazem as 1. vozes agudas. (Ainda não é permitida a castração pela igreja). Contra tenor: a voz acima do tenor. Também chamada de altus, por ser a voz mais aguda. Ainda acontecem cruzamento de vozes Presença predominantemente masculina na música, apesar de existirem referências à presença feminina (“Canterbury Tales” de Geoffry Chaucer A voz contrapontística que surge acima passa a se chamar sopranus, (1328-1400), “tão bem ela cantou o serviço superius (do latim supra = sobre) ou ainda discant divino, docemente anasalado...”) Mais tarde a voz que se entrelaça à dos altos,ou o seu contracanto é chamada contralto Tratado de Moravia (séc. XIII) cita três registros vocais: vox Os grupos musicais são pequenos e quando se pectoris (voz de peito), vox guttoris (voz média) e vox capitis (voz de utilizam de instrumentos para acompanhamento cabeça), este último se referindo à voz de falsete. ou dobramento das vozes, utilizam-se do instrumento que tem à mão (não é pré-definido) RENASCENÇA (1450-1600) Surgimento da música impressa facilitando a divulgação e precisão da música. Música sacra: música polifônica (várias vozes) em estilo imitativo, em latim, a capela (sem acompanhamento). Utilização do registro grave abaixo do tenor, o bass ((abaixo) e o barítono (do prefixo grego Bari-= grave). Não mais temos três ou mais linhas de timbres contrastantes (o tenor não mais sustenta notas longas, enquanto a voz superior tem mais movimento). Todas as vozes possuem o mesmo grau d i de importância. Ritmo fluido com textura imitativa na música sacra e alguns estilos de música profana X ritmos marcados em algumas danças instrumentais e música vocal profana. Polifonia (horizontal) X início da homofonia (vertical). A música sacra ainda é vocal. Não expressa sentimentos. Extrema subdivisão das vozes, a ponto de não mais se entender o texto (música a 32 vozes) – música sacra. Na música secular, temos o madrigal, canção polifônica na língua vernácula, descritiva e expressiva. Preocupação em expressar os sentimentos da letra através da música, dramaticidade.


Grande desenvolvimento na história do canto, na segunda metade do séc. XVI, com o interesse de mulheres da nobreza pela música. A voz aguda aumenta música a extensão de D4 (escrito para os falsetistas) para G4 (para a voz feminina). Com a proibição das mulheres de cantar na Igreja (prescrito em Corintios 14:34), e com o grande interesse do público pela voz aguda, a Igreja permite a castração. O primeiro castrati vem da Espanha. Os instrumentos imitam a voz, o instrumento mais voz perfeito. Timbres anasalados dos instrumentos. (Referências ao anasalamento da voz em textos de época).


Quadros de época mostrando os cantores com rostos retesados começam a surgir formas instrumentais puras, além das danças, danças e das peças com a mesma forma da música vocal, polifônica imitativa, ou da música vocal profana. A principal função dos instrumentos ainda é o acompanhamento. Conjuntos instrumentais pequenos, formados pelos instrumentos disponíveis no momento. Natividade de Piero della Francesca A partir da segunda metade do séc. XVI surgem os primeiros tratados de canto Instrumentos classificados pelo volume de som (desde a Idade Média) Instrumentos base ou suaves destinados à Média).Instrumentos suaves, música doméstica, e os haute ou altos, para serem tocados nas Igrejas, grandes salões e locais abertos. BARROCO (1600 -1750) Movimento da reforma no séc. XVI - uso da língua vernácula e simplicidade na música, permitindo aos membros da congregação cantarem durante o serviço (Hinos e corais homofônicos). Homofonia – Linha melódica baseada em um acompanhamento vertical, harmônico. Subordinação da música ao texto. Expressão dos sentimentos. Compreensão do texto. Permanência do uso da polifonia – stile antico - (dominância da música sobre o texto), principalmente na música sacra e música coral, coexistindo junto à homofonia – stile moderno - (dominância do texto sobre a música). Camerata Florentina – grupo de intelectuais e músicos, estudiosos do drama grego e seu estilo representativo – criação da ópera Domínio Italiano – exceção da França que busca estilo próprio e não aceita os castrati. 1637 – Construção da primeira casa de ópera em Veneza A música teatral deixa de ser exclusivamente feita para a realeza e a corte (como nos madrigais). Qualquer um que pudesse pagar o ingresso poderia assistir à ópera. Custos altos da montagem da ópera, exigindo grandes teatros, grande público, orquestras expandidas, maior número de récitas, elenco limitado a 6 ou 8 cantores, redução do coral até a sua eliminação por completo, maior número de obras e compositores comissionados para produzi-las. produzi-las as apresentações duravam muitas horas, durante as quais o público conversava, comia, namorava, jogava e às vezes parava para escutar o mais novo astro da ópera (como em um bar, um show de rock ou em um jogo de futebol, na atualidade). No piso principal não havia assentos. Os que podiam compravam camarotes, para os quais podia-se levar cadeiras. Grande importância do cenário, com efeitos extraordinários.


Experimentação com o surgimento da ópera: p passam a escrever no novo estilo representativo, experimentando modos Compositores p de representar as emoções e a dramaticidade através da música. -Os papéis mais importantes são dados aos cantores mais hábeis e não à uma voz específica ou sexo específico (o herói poderia ser representado por uma voz feminina, já que soprano na é época poderia ser uma mulher, um castrato, um etista ou um menino, e o mesmo para o contralto). -Pesquisa com relação à posição que os instrumentistas deveriam ocupar no teatro ((sobre, acima, atrás ou à frente do palco). Decisão final: à frente do palco, no local, chamado pelos gregos, em seus anfiteatros, como orcheisthrai, ou local para dançar. -Os compositores começam a especificar os instrumentos na partitura. Início da definição da orquestra. -Devido ao alto nível de ruído, criam-se convenções para o final dos recitativos: os acordes cadenciais são tocados mais sonoros, de forma a indicar à plateia, que uma importante ária irá começar. -Para mascarar o ruído do maquinário usado para os efeitos cênicos, os compositores para cênicos passam a compor música instrumental. -Definição da temporada de ópera: o grande calor no verão italiano, aliado à poluição dentro do teatro, causada pelas velas e lâmpadas à óleo, o acúmulo de pessoas e o cheiro de comida, fez com que se convencionassem os meses frios para as apresentações. -Os compositores escreviam as obras para cantores específicos, valorizando as suas qualidades e minimizando as suas dificuldades técnicas. Se alguma ópera fosse técnica reapresentada por outra companhia, o papel era então reescrito para este novo cantor. -Grande produção por parte do compositor, implicando numa escrita rápida, baixo cifrado, sem especificação de dinâmica, tempo, fermatas, etc. (o metrônomo só será inventado no final do séc. XVIII). -A dramaticidade era dada através da movimentação rítmica, pela rapidez do movimento musical, e não pela extensão ou pela dinâmica. -A afinação dos instrumentos não era padronizada. Temperamentos circulares nos quais algumas quintas eram menores do que a justa. -Criação do recitativo seco: meio cantado, meio recitado, seguindo o ritmo das palavras, acompanhado de acordes harpejados, dados pelo teclado (cravo), juntamente com o cello sustentando a linha do baixo.


Estabelecendo firmemente as mudanças baixo harmônicas para o cantor. Dava sequência na narrativa. -Aria: como uma canção, geralmente estrófica ou com seções contrastantes na forma AA’BB’ ou ABB’ e posteriormente na forma DA CAPO (ABA’). Momento no qual acontecia uma pausa na narrativa, e concentrava-se na reflexão do personagem sobre a sua condição ou suas emoções. Oportunidade para o cantor mostrar as suas habilidades. -O Airoso, a terceira unidade formal, era um recitativo métrico, acompanhado pela orquestra. orquestra Momento de grande dramaticidade, dramaticidade. -Além da ópera, surgimento de novas formas vocais: A cantata (sacra ou profana) e o oratório (como a ópera, mas com um tema sacro e sem encenação, e com a utilização de corais). -Formas instrumentais também surgiram, como o ballet, na França, as aberturas e os interlúdios instrumentais (mascarando os ruídos do cenário). Além de outras formas independentes da ópera. -Todos os cantores da companhia, tinham árias para cantar. Os papéis menores tinham um menor número. As árias de um mesmo cantor nunca poderiam ser sucessivas.


Fonte: https://www.slideshare.net/katybia/canto-na-histria

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